"A espada gasta a bainha, costuma dizer-se. Eis o que aconteceu comigo. As minhas paixões fizeram-me viver, e as minhas paixões mataram-me". (Jean Jacques Rousseau)

janeiro 16, 2011

A Bela Dama Sem Piedade...

Oh! O que pode estar perturbando você, Cavaleiro em armas,
John KeatsSozinho, pálido e vagarosamente passando?
As sebes tem secado às margens do lago,
John KeatsE nenhum pássaro canta.

Oh! O que pode estar perturbando você, Cavaleiro em armas?
KeatsSua face mostra sofrimento e dor.
A toca do esquilo está farta,
KeatsE a colheita está feita.

Eu vejo uma flor em sua fronte,
John KeatsÚmida de angústia e de febril orvalho,
E em sua face uma rosa sem brilho e frescor
John KeatsRapidamente desvanescendo também.


Eu encontrei uma dama nos campos,
PoesiaTão linda... uma jovem fada,
Seu cabelo era longo e seus passos tão leves,
PoesiaE selvagens eram seus olhos.

Eu fiz uma guirlanda para sua cabeça,
PoesiaE braceletes também, e perfumes em volta;
Ela olhou para mim como se amasse,
PoesiaE suspirou docemente.

Eu a coloquei sobre meu cavalo e segui,
PoesiaE nada mais vi durante todo o dia,
Pelos caminhos ela me abraçou, e cantava
PoesiaUma canção de fadas.

Ela encontrou para mim raízes de doce alívio,
Poesiamel selvagem e orvalho da manhã,
E em uma estranha linguagem ela disse...
Poesia"Verdadeiramente eu te amo."

Ela me levou para sua caverna de fada,
PoesiaE lá ela chorou e soluçou dolorosamente,
E lá eu fechei seus selvagens olhos
PoesiaCom quatro beijos.

Ela ela cantou docemente para que eu dormisse
PoesiaE lá eu sonhei...Ah! tão sofridamente!
O último dos sonhos que eu sempre sonhei
PoesiaNesta fria borda da colina.

Eu vi pálidos reis e também príncipes,
PoesiaPálidos guerreiros, de uma mortal palidez todos eles eram;
Eles gritaram..."A Bela Dama sem Piedade
PoesiaTem você escravizado!"

Eu vi seus lábios famintos e sombrios,
PoesiaAbertos em horríveis avisos,
E eu acordei e me encontrei aqui,
PoesiaNesta fria borda da colina.

E este é o motivo pelo qual permaneço aqui
PoesiaSozinho e vagarosamente passando,
Descuidadamente através das sebes às margens do lago,
PoesiaE nenhum pássaro canta.



John Keats  (1795--1821)

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